Restaurante tem uma rotina fiscal própria.
A operação pode envolver comanda aberta na mesa, pedido de delivery emitido pelo aplicativo, taxa de serviço, cobrança por pessoa em buffet e cupom de fidelidade.
A reforma tributária para restaurantes precisa ser traduzida para cada uma dessas situações.
É justamente aí que muitos donos de restaurante ainda não têm clareza sobre o que muda na prática.
Grande parte dos conteúdos disponíveis sobre IBS e CBS trata o assunto de forma genérica. Porém, o dia a dia de quem opera salão, cozinha e delivery possui particularidades importantes.
Como empresa de software que atende o segmento de alimentação, olhamos essa transição pela perspectiva de quem utiliza o sistema todos os dias.
Afinal, é na rotina do restaurante que qualquer falha de configuração fiscal tende a aparecer primeiro.
Antes x depois: como a operação do restaurante muda com a reforma
| Situação | Modelo atual | Modelo em transição (IBS/CBS) |
|---|---|---|
| Emissão de nota por comanda fechada | Cálculo de ICMS/ISS conforme regra municipal e estadual vigente | Cálculo migrando progressivamente para o modelo de IBS/CBS |
| Pedido de delivery via aplicativo | Tributação pode variar conforme intermediação do app e local de entrega | Mudanças acompanham as novas regras definidas durante a transição |
| Taxa de serviço e couvert | Tratamento fiscal específico, muitas vezes gerador de dúvida | Exige atenção durante a fase de transição e regulamentação |
| Atualização do sistema | Depende do acompanhamento das regras aplicáveis | O sistema precisa acompanhar a migração para o novo modelo |
Um dos pontos esperados com a transição é a simplificação do sistema tributário.
Hoje, por exemplo, um restaurante com unidades em cidades diferentes pode lidar com regras distintas.
Com o novo modelo, parte dessa fragmentação tende a diminuir.
Entretanto, o caminho até lá envolve um período de convivência entre os sistemas. Por isso, essa fase exige atenção especial.
O ponto mais sensível: comanda, delivery e app na mesma operação
Poucos segmentos trabalham com tantos canais de venda simultâneos quanto o restaurante.
A operação pode envolver atendimento na mesa, balcão, delivery próprio e pedidos feitos por aplicativo.
Além disso, cada canal possui particularidades na emissão fiscal.
Durante a transição da reforma tributária, todos eles precisam continuar registrando corretamente as operações.
Por isso, um sistema que não integra bem esses canais pode gerar inconsistências entre venda, recebimento e emissão fiscal.
Muitas vezes, esse tipo de problema aparece justamente no fechamento do caixa.
- Comanda de mesa: o sistema precisa calcular corretamente a operação no fechamento, considerando itens, taxa de serviço e descontos;
- Delivery próprio: a emissão fiscal precisa acompanhar corretamente as características da venda;
- Delivery via aplicativo: pedido e emissão fiscal precisam continuar integrados durante as mudanças de regras;
- Buffet por peso ou por pessoa: o sistema deve registrar corretamente a modalidade utilizada na cobrança.
Por que esperar para se adaptar custa mais caro no food service
Restaurantes trabalham com alto volume de transações e, muitas vezes, margens apertadas.
Por isso, um erro de cálculo que permanece por vários dias pode se multiplicar rapidamente.
A situação é diferente de negócios com poucas vendas diárias, nos quais uma divergência demora mais para ganhar escala.
Além disso, o dono do restaurante normalmente já divide sua atenção entre salão, cozinha, equipe, estoque e atendimento.
Acompanhar sozinho cada mudança regulatória adiciona mais uma camada de complexidade à operação.
Nesse cenário, o sistema de gestão tem um papel importante.
O fornecedor precisa acompanhar as mudanças e preparar a solução para as novas exigências dentro de cada fase da transição.
O que fazer durante o período de convivência entre os dois modelos
Enquanto o modelo atual e o novo convivem, alguns cuidados ajudam o restaurante a atravessar essa fase com menos risco:
- Confirmar com o fornecedor do sistema o cronograma de atualização previsto para cada fase da reforma;
- Revisar periodicamente o cadastro fiscal do cardápio;
- Dar atenção especial aos itens que possuem tratamento tributário específico;
- Acompanhar, junto ao contador, o comportamento das integrações com aplicativos de delivery;
- Verificar se a emissão fiscal continua funcionando corretamente em todos os canais;
- Manter um canal de suporte ativo com o fornecedor do sistema.
Esses cuidados não eliminam toda a complexidade da transição.
Porém, ajudam a reduzir o risco de uma inconsistência permanecer despercebida por vários dias.
Em uma operação com grande volume de vendas, poucos dias já podem gerar bastante retrabalho no fechamento do período.
Como o sistema da Mundial se prepara para essa transição
O sistema para lanchonetes, bares, restaurantes e padarias da Mundial Informática contempla os principais canais de venda desse segmento.
Entre eles estão comanda, delivery e atendimento no balcão.
Além disso, a atualização de tabela fiscal está incluída no plano.
Assim, o restaurante não precisa acompanhar sozinho cada alteração de legislação durante a transição da reforma tributária.
À medida que IBS e CBS avançam em suas diferentes fases, o sistema também precisa acompanhar essas mudanças.
O objetivo é manter a emissão fiscal funcionando corretamente nos diferentes canais da operação.
Isso é especialmente importante nos horários de pico.
Afinal, qualquer interrupção no sistema pode gerar filas maiores, atrasos no atendimento e insatisfação dos clientes.
Prepare o sistema do seu restaurante para a transição
A reforma tributária passa pela operação real do restaurante.
Ela chega à comanda, ao pedido de delivery e à emissão fiscal realizada todos os dias.
Por isso, é importante avaliar se o sistema utilizado hoje está preparado para acompanhar cada fase dessa transição.
Fale com a Mundial Informática e veja se o sistema do seu food service está preparado para atender seus diferentes canais de venda, do salão ao aplicativo de entrega.
